Decoração

7 maneiras de transformar espaços para criar conexões humanas


Veja como a arquitetura de interiores residencial deve ser usada para facilitar as relações entre pessoas

A madeira e as fibras naturais de mobiliários e itens decorativos realçam a ligação dos humanos com a natureza A madeira e as fibras naturais de mobiliários e itens decorativos realçam a ligação dos humanos com a natureza Projeto de Korman Arquitetos | Foto: Gui Morelli

No frenesi do dia a dia, é fácil se perder nas exigências que consomem nosso tempo, deixando pouco espaço para o que realmente importa: a conexão genuína com outras pessoas. É nesse contexto que a arquitetura de interiores se destaca, não apenas criando espaços visualmente atraentes, mas também fomentando interações significativas.

“A valorização de espaços de convivência social nas residências ressurge como resposta à importância de restaurar e prezar nossas relações. São ambientes cuidadosamente projetados para exalarem uma atmosfera de contato e diálogo, sendo considerados, para nosso escritório, poderosos instrumentos para famílias mais vibrantes, saudáveis e que estimam também suas relações externas com parentes e amigos”, refletem Ieda e Carina Korman, profissionais à frente do escritório Korman Arquitetos.

Por que prestigiar os espaços de convivência em casa?

À medida que a sociedade evolui, o incentivo para viver em comunhão com o próximo é um dos pontos altos nos projetos arquitetônicos. A arquiteta Carina Korman relata que ela e Ieda gostam de analisar oportunidades em que possam criar cenários propícios ao florescimento de relacionamentos e experiências significativas.

“Abordar esse conceito traz uma grande contribuição no estreitamento das relações mais íntimas entre casais e filhos, como com outras pessoas que estão há muito tempo em nossa vida, mas com que geralmente passamos muito tempo sem estar juntos. A arquitetura não se trata apenas de conceber ambientes agradáveis aos olhos, mas também de entregar diversos caminhos para o bem-estar humano”, analisa a arquiteta.

Em áreas residenciais, essa tendência costuma se manifestar em áreas comuns como salas de estar e de jantar, varandas, cozinhas abertas e espaços gourmets. De acordo com Ieda Korman, as áreas de lazer exprimem o potencial máximo desse conceito; e até mesmo a cozinha, que antes era delegada em segundo plano, saltou em sua magnitude: aberta e integrada, sua estrutura é um convite ao relacionamento entre os habitantes da casa enquanto preparam as refeições.

Criando espaços para o convívio

As arquitetas do escritório Korman Arquitetos listam dicas que geram momentos especiais no convívio entre pessoas:

1. Abrir e integrar espaços

Como dito anteriormente por Ieda Korman, a integração de ambientes é um dos caminhos e, para tanto, é necessário levar em conta layouts abertos que se conectem a áreas comuns, como a área de estar com os espaços externos.

2. Escolha das cores

Indubitavelmente, as cores transformam a atmosfera do espaço; e combinações entre neutralidade e tons mais vistosos e intensos, como terracota, laranja, azuis, verdes e amarelos, são apostas muito bem-sucedidas nos projetos.

Os quadros chineses dos moradores adornam a parede de tijolinhos, preservando memórias e valores singulares no lar Projeto do escritório Korman Arquitetos | Foto: Eduardo Pozella

3. Decór significativo

Como vemos na imagem acima, a parede de tijolinhos aparentes guarda objetos de valor simbólico, como os quadros chineses dos moradores.

4. Espaços externos

Investir em espaços ao ar livre é uma estratégia eficaz, segundo as profissionais. Varandas, jardins e terraços bem-projetados triunfam como convites para vivenciar o momento em grupo e, para tanto, é sempre indicado investir em móveis confortáveis dentro de um décor que estimule o aconchego em plenitude.

5. Tecnologia a serviço da conexão

Áudio e sistemas de entretenimento de alta qualidade são um “algo a mais” para transmutar e intensificar a ideia de celebrações. Televisões e projetores acrescentam o ambiente ideal para sessões de cinema em casa.

6. Design bioclimático

O design bioclimático não só contribui para a eficiência energética, como desperta os desejos de estar e permanecer. Para tanto, as arquitetas enumeram pontos como ventilação cruzada, iluminação natural e sombreamento adequado.

7. Espaços flexíveis e adaptáveis

Ambientes com espaços flexíveis e móveis adaptáveis permitem que um mesmo local possa ser convertido para diversas ocasiões. “Salas que podem ser transmutadas em espaços de trabalho, lazer ou recepção exemplificam a sustentação desse conceito em que acreditamos”, finalizam Ieda e Carina Korman.

Por Emilie Guimarães





Fonte: Jovem Pan

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